Escola Normal
Maria
Uma preciosidade a entrevista de hoje: D. Quitinha, nossa querida professora, aquela dos olhos claros, muito linda! Ela é de família tradiconal de Dores, sendo filha de D. Belinha (Isabel Álvares, de Abaeté) e de Pedro Lopes de Azevedo. Em sua família, há nomes de muitas professoras que fizeram história aqui em Dores do Indaiá: Pedrolina e Carminha, - suas irmãs, Laura e Perpétua (dentre as filhas).
Eu tenho um carinho muito grande por ela, por muitos – e belos motivos... Dentre eles, o de ela ter sido a primeira pessoa, a primeira visita que eu recebi, ao nascer... Ela sempre me conta isso e ainda me fala: Você era BRANQUINHA FEITO LEITE!
É que D. Belinha, sua mãe, era vizinha de nosso pessoal todo. E, ela, à época, uma menina muito curiosa, assim que soube da notícia foi me vier...
Quitinha – Francisca de Azevedo Faria, era casada com Thiago de Faria, um dorense que deixou saudade!
À D. Quitinha, nossa homenagem e nosso agradecimento!
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-Francisca de Azevedo Faria (D. Quitinha)
1-Estudei na Escola Normal no período de 1937 a 1942 o prédio nada mudou simpático e imponente!
2- Professores da época:
Português, D. Dina Pinheiro
Matemática, D. Lilá França e Prof. João Neves
Geografia, D. Anita Silveira
História, Prof. Waldemar Barbosa e Caio Chagas
Ciências, Maria do Carmo Fiúza ( Pitangui) e D. Célia Oliveira
Música e Canto Orfeônico, D.Corália Bernardes e D. Célia Oliveira
Didática e Metodologia, D. Ester Alves
Trabalhos manuais e d
Desenho, D. Maria Greco , D. Jacira Dufles (RJ) e D. Ilda Bernardes
Socialização, D.Iracema Dufles (RJ)
Biologia, Dr. Ovídio Santos
Francês, D. Dina Pinheiro
Educação Física, D. Palmira Pires e D. Dida Bernardes
3-Como era a disciplina?
-Rigidez nos horários, uniforme completo e fiscalizado diariamente. Certa vez fui barrada porque usava meias brancas no lugar das pretas que fazia parte do verdadeiro uniforme.
-Antes da aula cantávamos o Hino Nacional e cada dia uma aluna marcava o compasso.
-Respeitar o diretor, os professores e os funcionários era uma exigência marcante. Gostava de fazer brincadeiras com a Cornélia Véu que era inspetora de alunas .Ela sempre me advertia : - Que falta de respeito, Francisca.
4- Quando aconteceu o incêndio no Internato eu não morava aqui mas,a notícia me causou tristeza pois tenho boas recordações das colegas, das freiras e dos retiros espirituais que fazíamos lá.
5-Havia alunas de todas as classes sociais. Havia sim, um certo preconceito.Alunas do Largo, do Buracão, da roça .
6-Éramos admitidas na Escola Normal através do exame de admissão.
7-A vida Escolar :
- boa convivência entre colegas, mas durante o recreio formavam-se grupinhos diferentes.
-aula de educação física: uniforme tipo fofoca abaixo dos joelhos. Lindo!!! A professora D. Palmira sempre intercalava ginástica e dancinhas cantando em francês. Pra quem não tem jeito pra dança era um martírio!!! A outra professora dava ginástica e vôlei. Uma lembrança muito bonita que tenho das aulas da D. Palmira é de que, naquele pátio fresco e espaçoso da Escola Normal, ela nos ensinava a dançar entre as árvores... Nós dançávamos a valsa DANÚBIO AZUL, como bailarinas em um palco diferente: entre flores e sombras do pátio...
Teatros: Todo ano a escola recebia os calouros com peças teatrais, dando a eles boas vindas e estímulo naquele novo ambiente.
8-Papel da escola na sociedade: preparava as alunas para o magistério dando continuidade ao saber, a cultura, aos bons princípios. A escola era uma continuação do lar.
9- Um diploma de Normalista tinha significado um pouco diferente de hoje. Antes uma normalista era considerada uma “Doutora” respeitada.A professora sabia X ,transmitia X e os alunos aprendiam X.
As transformações socioeconômicas e tecnológicas exigem mais dos professores, que muitas vezes se sentem perdidos ou despreparados, no meio de tanto material pedagógico ... O governo doa sem saber como está sendo utilizado.
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Dores do Indaiá, 16 de abril de 2014.
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