quarta-feira, 16 de abril de 2014


Escola Normal
Maria

Uma preciosidade a entrevista de hoje: D. Quitinha, nossa querida professora, aquela dos olhos claros, muito linda! Ela é de família tradiconal de Dores, sendo filha de D. Belinha (Isabel Álvares, de Abaeté) e de Pedro Lopes de Azevedo. Em sua família, há nomes de muitas professoras que fizeram história aqui em Dores do Indaiá: Pedrolina  e Carminha, - suas irmãs,  Laura e  Perpétua (dentre as filhas).
  Eu tenho um carinho muito grande por ela, por muitos – e belos motivos... Dentre eles, o de  ela ter sido    a primeira pessoa, a primeira visita que eu recebi, ao nascer... Ela sempre me conta isso e ainda me fala: Você era BRANQUINHA FEITO LEITE!

É que D. Belinha, sua mãe, era vizinha de nosso pessoal todo. E, ela, à época, uma menina muito curiosa, assim que soube da notícia foi me vier...



Quitinha – Francisca de Azevedo Faria, era casada com Thiago de Faria, um dorense que deixou saudade!

À D. Quitinha, nossa homenagem e nosso agradecimento!

 
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-Francisca de  Azevedo  Faria (D. Quitinha)

1-Estudei na Escola Normal no período de 1937 a 1942 o prédio nada mudou simpático e imponente!

2- Professores da época:

    Português, D. Dina Pinheiro

    Matemática, D. Lilá França e  Prof. João Neves

    Geografia, D. Anita Silveira

     História, Prof. Waldemar Barbosa e Caio Chagas

     Ciências, Maria do Carmo Fiúza ( Pitangui) e  D. Célia Oliveira

      Música e  Canto Orfeônico, D.Corália Bernardes  e  D. Célia Oliveira

      Didática e Metodologia, D. Ester Alves

      Trabalhos manuais e d

Desenho, D. Maria Greco , D. Jacira Dufles (RJ) e D. Ilda Bernardes

      Socialização, D.Iracema  Dufles (RJ)

      Biologia, Dr. Ovídio Santos

      Francês, D. Dina Pinheiro

      Educação Física, D. Palmira Pires e  D. Dida Bernardes

3-Como era a disciplina?

    -Rigidez nos horários, uniforme completo e fiscalizado diariamente. Certa vez fui barrada porque usava meias brancas  no lugar das pretas que fazia parte do  verdadeiro uniforme.

 -Antes da aula cantávamos o Hino Nacional  e cada dia uma aluna marcava  o compasso.

  -Respeitar o diretor, os professores e os funcionários era uma exigência marcante.  Gostava de fazer brincadeiras com a  Cornélia Véu que era inspetora de alunas .Ela sempre me advertia : - Que falta de  respeito, Francisca.

4- Quando aconteceu o incêndio no Internato eu não morava aqui mas,a notícia me causou tristeza pois tenho  boas  recordações das colegas, das freiras e dos retiros espirituais que fazíamos lá.

5-Havia alunas de todas as classes sociais.  Havia sim, um certo preconceito.Alunas do Largo, do Buracão,      da roça .

6-Éramos admitidas na  Escola Normal através do exame de admissão.

7-A vida  Escolar :

   -  boa convivência entre  colegas, mas durante o recreio formavam-se grupinhos diferentes.

   -aula de educação física: uniforme tipo fofoca abaixo dos joelhos. Lindo!!! A professora D. Palmira sempre intercalava ginástica e dancinhas cantando em francês. Pra  quem não tem jeito pra dança  era um martírio!!! A outra professora dava ginástica e vôlei. Uma lembrança muito bonita que tenho das aulas da D. Palmira é de que, naquele pátio fresco e espaçoso da Escola Normal, ela nos ensinava a dançar entre as árvores... Nós dançávamos a valsa DANÚBIO AZUL, como bailarinas em um palco diferente: entre flores e sombras do pátio...

Teatros: Todo ano a escola recebia os calouros com peças teatrais, dando a eles boas vindas e estímulo naquele novo ambiente.

8-Papel da escola na sociedade: preparava as alunas para o magistério dando continuidade ao saber, a cultura, aos bons princípios. A escola era uma continuação do lar.

9- Um diploma de Normalista tinha significado um pouco diferente de hoje. Antes uma normalista era considerada uma “Doutora” respeitada.A professora sabia X ,transmitia X e os alunos aprendiam X.

As transformações socioeconômicas e tecnológicas exigem mais dos professores, que muitas vezes se sentem perdidos ou despreparados, no meio de tanto material pedagógico ... O governo doa sem saber como está sendo utilizado.

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Dores do Indaiá, 16 de abril de 2014.

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